Mappa mostrando a nova fronteira entre o Brasil e a Bolivia na regiao Amazonica - Convencoes
Informações gerais
Autoria:
Ano de execução:
Título da edição:
Mappa mostrando a nova fronteira entre o Brasil e a Bolívia na Região Amazonica
Editora:
Imprensa Nacional
Local de edição:
Rio de Janeiro
Data de edição:
Idioma:
Português
Escola:
Notas:
O mapa apresenta as mudanças na fronteira entre o Brasil, Bolívia e Peru na região amazônica comparando o traçado estabelecido pelo Tratado de Ayacucho de 1867 (identificado pela linha contínua vermelha) e a nova fronteira resultante do Tratado de Petrópolis de 1903 (identificado pela linha tracejada vermelha). Além disso, também identifica as pretenções peruanas na região (identificado pela linha contínua azul). Por fim, apresenta as transferências de território da Bolívia para o Brasil e territórios permutados pelo Brasil para a Bolívia. Essas modificações de fronteira estão relacionadas à serie de negociações levadas a cabo pelo Ministro do Exterior, Barão do Rio Branco, com as repúblicas vizinhas. Em especial, o Tratado de Petrópolis foi resultado da diplomacia entre o Brasil e a Bolívia, pondo fim as disputas territoriais na região do atual Acre. O tratado culminou na venda dessa região (cerca de 191 mil quilômetros quadrados) para o Brasil por dois milhões de libras esterlinas, assim como a cessão de territórios da bacia do Rio Paraguai para a Bolívia e o compromisso do Brasil com a construção de uma linha ferroviária entre Santo-Antonio-do-Rio-Madeira e Villa-Bela. Posteriormente, foi-se realizada uma negociação do Brasil com o Peru, culminando na transferência de 39 mil quilômetros quadrados do território do Acre para o governo peruano.

- Nota-se que o fluxo dos rios influencia na definição das letras utilizadas para a inscrição de seus nomes. Quanto aos nomes dos rios, os principais, maiores em comprimento e maior vazão, são descritos com a inscrição de seu nome todo em letras maiúsculas e bastão. Como os rios: Juruá e Mamoré. Já os que se ramificam a partir dos principais, de tamanhos médios e pequenos, como os rios: Negro e Tahuamano , apresentam somente a primeira letra de seu nome em caixa alta e bastão.
- Coloca-se que certas partes dos rios são nomes que fazem referência às experiências das navegações. Assim, colocam topônimos que expressam denominações que teriam sido usadas popularmente pelos navegadores dos rios, em referências a certas marcações de localidade e pontos de reconhecimento pela geografia do rio. A representação é um traço preto, delicado, que corta as margens, como apresentado no Rio Madeira com os topônimos de: Caldeirão dos Infernos, Girão, Três Irmãos e Paredão
- Quanto às cidades apresentadas no mapa se percebe que os centros urbanos, como Villa Bela, Mercedes e Florida, são inscritos no mapa com letras maiúsculas e em caixa alta. As inúmeras cidades ao longo dos rios, que não são propriamente grandes centros urbanos, possuem seus nomes em letra cursiva com a letra inicial em maiúscula, em tamanho menor do que comparada aos centros.
- Destaca-se a intensa presença de topônimos de origem indígena no nome de cidades e rios desse mapa, como Cunhapuça e Ytuxy, respectivamente. Sua origem, significado e relação com as cidades pode chegar a ser um importante estudo para a memória indígena nos centros urbanos da região amazônica.
- Assim como topônimos que remetem a elementos ou cidades com conexão com outros países diversos ou europeus, como: França, Palestina, Canadá e Volta da Europa. Outros que aparecem em espanhol, como: Puerto Rico, Barcelona, Carmen e Costa Rica; e que fazem referência a Portugal, como: Lisboa e Bragança. Informações que podem ser uma abertura interessante para o estudo da construção dessa toponímia, a presença estrangeira na região, a intensidade do impacto europeu na região amazônica, e a disputa da região em longa duração.
Dados geográficos
Meridiano:
Greenwich
Rosa dos ventos:
Não
Dados físicos
Impressão:
Gráfica Colorida
Comprimento:
91
Largura:
45
Cor:
Colorido